Cada indivíduo tece uma relação íntima e particular com seus resíduos orgânicos; a forma com que cada um ente lida com seus restos pertence à mais alta (ordem) privada. Com efeito, sentimos verdadeiro asco ao nos depararmos com o material escatológico dos demais indivíduos – a privada quebrada do banheiro de uma churrascaria é prova cabal deste fenômeno. Contudo, possuímos uma relação de naturalidade com o material orgânico por nós produzidos: Sigmund Freud debruçou-se detidamente nos estudos da analidade infantil.
Sempre me fascinou a relação tecida do Rei Roberto Carlos com seu material fecal. Com efeito, o cantor ajudou a tornar famoso o termo psiquiátrico TOC – ou Transtorno Obsessivo Compulsivo. Podemos dizer que, nosso astro mor, conferiu ao TOC uma certa charmosidade, propiciou um toque cool ao TOC.
O TOC encontra-se devidamente catalogado nos manuais psiquiátricos como o DSM. Contudo, para a psicanálise, poderíamos situar o discurso do Rei – suas falas apoiadas no discurso TOC – como fenômeno oriundo de um sujeito neurótico obsessivo (ou NO para os amantes incondicionais das siglas). Partindo da premissa de que: “sim, Roberto Carlos – o tesão das empregadas domésticas dos anos 70/80 é sim um NO (ou TOC)” analiso – à guisa da psicanálise - dois sintomas obsessivos do cantor atrelados à questão da analidade.
A primeira prova cabal disto, é o refrão de uma das músicas do Rei: “estou guardando o que há de bom em mim”. Basta lemos Freud para constatarmos que a retenção fecal propicia imenso prazer às criancinhas; tais criaturinhas retêm tanto o quanto podem o seu cocô, para posteriormente, sentirem o máximo de prazer ao defecar (isto para não falarmos nas famosas equações simbólicas freudianas: fezes = dinheiro / fezes = crianças etc).
A outra peculiaridade interessante apresentada pelo Rei refere-se às suas exigências contratuais. Com efeito, Roberto Carlos não é um artista comum: transcende as exigências banais dos demais artistas (vide toalhinhas brancas e/ou água mineral francesa no camarim). Roberto Carlos é único. Sua exigência é também única: o artista transporta seu próprio banheiro para as turnês. Sim, é isto mesmo! Além do usual camarim, o Rei leva consigo seu contêiner-banheiro. Seu troninho particular... È neste local sacro, real, que Roberto Carlos deposita seu cocozinho. Nada de deixar seus pedacinhos espalhados em locais desconhecidos. NÃO. Roberto Carlos sabe onde pisa (e também onde caga).
Assim, por estas e outras razões, mesmo que os pessimistas assinem embaixo pelo fim do orgulho brasileiro, ufano-me pelo meu País, ufano-me por minha Pátria. Deus abençoe nosso rei Roberto Carlos e nossa Rainha Xuxa Meneghel. Visto verde e amarelo e coloca minha mão no fogo para defender a honra de nossos tutores reais. Um viva ao positivismo, e ao lema Ordem e Progresso. Deus abençoe o cocozinho do Rei Roberto Carlos!
terça-feira, 25 de março de 2008
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