O comunismo do martelo.
O comunismo da foice.
O comunismo foi-se.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Mitologia Rosiana & Mitologia Brotheriana
Os herois do Cazuza morreram de overdose. Bons tempos aqueles, não? E atualmente? Como perecem nossos heróis, na dita sociedade do narcisismo? Arrisco apenas e tão somente um palpite: nossos ícones atuais podem até morrer de overdose, contudo, tal dose cavalar de veneno só pode advir de uma superdose de crack.
Explico-me: nossos heróis midiaticos possuem em seu cerne um prazo de validade absurdamente curto - geralmente de apenas um ano. Alguns, assemelham-se aos iogurtes das gondolas de supermercado, duram lá seus 4 ou 5 meses. Não mais. Com efeito, os mitos televisivos são tão efêmeros quanto a fumaça tragada de um cachimbo de crack; tal como o viciado "na pedra" , os ícones concebidos ao bel prazer por uma industria midiatica- e consumidos com igual intensidade por uma massa voraz- não poderão gozar de uma vida longa e próspera.
O crackeiro- dado o poder aniquilador exercido por sua droga- trilhará em sua errância, geralmetne, por apenas dois caminhos: a cadeia ou o cemitério. De maneira análoga, o herói midiático também depara-se com duas vicissitudes distintas: o cemitério ou o ostracismo. O ostracismo é o lado amargo do show business; qualquer ícone iogurte foge deste destino atroz como a Condoleezza Rice foge da cruz. Ninguém deseja travestir-se de modess usado lançado ao lixo; os entes midiáticos querem, ao contrário, parasitear a mídia, exercer todo o seu talento dramático nos folhetins da vida, ou em última instância apenas comunicar ao léu seus "projetos em andamento".
Os mitos do efêmero também possuem sentimentos: como qualquer um eles também desejam ser vistos, ouvidos e consumidos. Adianto mais: por mais démodé que possa parecer também querem utilizar a mídia para comunicar que a palavra mais bonita presente na língua portuguesa
é saudade, bem como bradar aos quatro ventos: "libertem o Tibet".
Pensar nestes heróis fast food, é inevitavelmente pensar no BBB. Desde a criação (ou recriação, nos padrões Pedro Bial da picaretagem) deste programa, algo sempre emerge em minha mente: a vida pós-BBB seguramente deve incluir em seu pacote, acompanhamento psiquiátrico ou psicológico para todos os brothers; deve-se oferecer alento psiquico para uma vida que voltará à sua normalidade, que ao invés de câmaras e milhões de brasileiros vigiando haverá apenas o tédio da vida cotidiana. O ostracismo pode exercer uma função terrivelmente sádica e desconcertante em mentes menos preparadas para retornar a uma vida comum.
E para todos aqueles que se deparam com este texto verborrágico e babaca, faço aqui minha mea culpa evocando ninguém menos que o Pedro Bial em sua defesa do programa BBB. Para o apresentador o reality show não tem nadade anti-cultural, pois segundo Bial, o Big Brother Brasil é tão cultural quanto Guimarães Rosa. Cada um tem o direito de pensar como quiser, ninguém será executado sumariamente num tosco paredão.
Explico-me: nossos heróis midiaticos possuem em seu cerne um prazo de validade absurdamente curto - geralmente de apenas um ano. Alguns, assemelham-se aos iogurtes das gondolas de supermercado, duram lá seus 4 ou 5 meses. Não mais. Com efeito, os mitos televisivos são tão efêmeros quanto a fumaça tragada de um cachimbo de crack; tal como o viciado "na pedra" , os ícones concebidos ao bel prazer por uma industria midiatica- e consumidos com igual intensidade por uma massa voraz- não poderão gozar de uma vida longa e próspera.
O crackeiro- dado o poder aniquilador exercido por sua droga- trilhará em sua errância, geralmetne, por apenas dois caminhos: a cadeia ou o cemitério. De maneira análoga, o herói midiático também depara-se com duas vicissitudes distintas: o cemitério ou o ostracismo. O ostracismo é o lado amargo do show business; qualquer ícone iogurte foge deste destino atroz como a Condoleezza Rice foge da cruz. Ninguém deseja travestir-se de modess usado lançado ao lixo; os entes midiáticos querem, ao contrário, parasitear a mídia, exercer todo o seu talento dramático nos folhetins da vida, ou em última instância apenas comunicar ao léu seus "projetos em andamento".
Os mitos do efêmero também possuem sentimentos: como qualquer um eles também desejam ser vistos, ouvidos e consumidos. Adianto mais: por mais démodé que possa parecer também querem utilizar a mídia para comunicar que a palavra mais bonita presente na língua portuguesa
é saudade, bem como bradar aos quatro ventos: "libertem o Tibet".
Pensar nestes heróis fast food, é inevitavelmente pensar no BBB. Desde a criação (ou recriação, nos padrões Pedro Bial da picaretagem) deste programa, algo sempre emerge em minha mente: a vida pós-BBB seguramente deve incluir em seu pacote, acompanhamento psiquiátrico ou psicológico para todos os brothers; deve-se oferecer alento psiquico para uma vida que voltará à sua normalidade, que ao invés de câmaras e milhões de brasileiros vigiando haverá apenas o tédio da vida cotidiana. O ostracismo pode exercer uma função terrivelmente sádica e desconcertante em mentes menos preparadas para retornar a uma vida comum.
E para todos aqueles que se deparam com este texto verborrágico e babaca, faço aqui minha mea culpa evocando ninguém menos que o Pedro Bial em sua defesa do programa BBB. Para o apresentador o reality show não tem nadade anti-cultural, pois segundo Bial, o Big Brother Brasil é tão cultural quanto Guimarães Rosa. Cada um tem o direito de pensar como quiser, ninguém será executado sumariamente num tosco paredão.
sábado, 12 de abril de 2008
Gadget de 100 e poucos quilos
Jô Soares tornou-se nos últimos anos, um clichê de si mesmo. Foi-se o tempo do beijo do gordo. Não vou mais para a cama com ele. Não faço mais nenhuma questão: atualmente, o gordo é apenas mais um produto da mass media, apenas mais um dos tantos gadgets que encontramos por ai, ou seja, um produto para todos aqueles que desejam consumir algo que possa conceder ares de intelectualidade. Jô Soares é meu chaveirinho de bolso.
É incrível como este volumoso apresentador utiliza todo eu bojo cultural de maneira tão equivocada: constato estarrecido que Jô Soares não deseja compartilhar o que sabe, mas sim, mostrar que sabe. O gordo peca também no papel de entrevistador, na medida em que pouco deixa seu(s) convidado(s) falar(em). Em muitos casos, a fim de demonstrar seu humor (duvidoso) alcança níveis de um descabido pedantismo: sua verve humorística adquire uma natureza iconoclasta fora de contexto. Contudo, o dono do talk sohw mais cult (?) do país pode se portar de maneira amigável diante de seus convidados. Mais que isto: em certos momentos, em algumas entrevistas (inevitável não evocar Ziraldo neste momento) Jô Soares assume uma tônica de puro puxa-saquismo. Mamães tirem nossas crianças da sala.
Mais interessante que Jô Soares, somente seu publico: tão rococó. Tão mass media. Não estou aqui, batendo cartão ponto para posar de vigilante estético, cabe apenas atentar para o fato de que a essência do que poderíamos definir como “cult” no programa do Jô Soares é totalmente falsa. Um cult deveras fake. Em minha opinião, assistir ao gordo equivale a tomar uma Bohemia. A cerveja Bohemia, já foi um dia muito saborosa. Jô Soares, antigamente, também tinha seus momentos. Contudo, atualmente, ambos tornaram-se produtos intragáveis. Mais ainda: Bohemia e Jô Soares tornaram-se traduções, significantes do esnobismo: como se ambos os produtos orgânicos (o composto de cevada e o composto de grande concentração de tecido adiposo) cumprissem um papel de “imperativo categórico”, ou seja, como se ambos os produtos trouxessem um selo que garantisse algo da ordem do refinamento. Do cool. O Isso 9000 do que é ou não bacana.
Para não fazer macartismos & macaquismos televisivos, e dizer por ai que nada presta, indico humildemente dois outros entrevistadores (que poucos conhecem por sinal): Michel Melamed e Antonio Abujamra. Cada qual – à sua maneira- funciona como um antídoto para o imbecilizante mundo global. Colocam Jô Soares no Bolso. Tal qual meu chaveiro.
É incrível como este volumoso apresentador utiliza todo eu bojo cultural de maneira tão equivocada: constato estarrecido que Jô Soares não deseja compartilhar o que sabe, mas sim, mostrar que sabe. O gordo peca também no papel de entrevistador, na medida em que pouco deixa seu(s) convidado(s) falar(em). Em muitos casos, a fim de demonstrar seu humor (duvidoso) alcança níveis de um descabido pedantismo: sua verve humorística adquire uma natureza iconoclasta fora de contexto. Contudo, o dono do talk sohw mais cult (?) do país pode se portar de maneira amigável diante de seus convidados. Mais que isto: em certos momentos, em algumas entrevistas (inevitável não evocar Ziraldo neste momento) Jô Soares assume uma tônica de puro puxa-saquismo. Mamães tirem nossas crianças da sala.
Mais interessante que Jô Soares, somente seu publico: tão rococó. Tão mass media. Não estou aqui, batendo cartão ponto para posar de vigilante estético, cabe apenas atentar para o fato de que a essência do que poderíamos definir como “cult” no programa do Jô Soares é totalmente falsa. Um cult deveras fake. Em minha opinião, assistir ao gordo equivale a tomar uma Bohemia. A cerveja Bohemia, já foi um dia muito saborosa. Jô Soares, antigamente, também tinha seus momentos. Contudo, atualmente, ambos tornaram-se produtos intragáveis. Mais ainda: Bohemia e Jô Soares tornaram-se traduções, significantes do esnobismo: como se ambos os produtos orgânicos (o composto de cevada e o composto de grande concentração de tecido adiposo) cumprissem um papel de “imperativo categórico”, ou seja, como se ambos os produtos trouxessem um selo que garantisse algo da ordem do refinamento. Do cool. O Isso 9000 do que é ou não bacana.
Para não fazer macartismos & macaquismos televisivos, e dizer por ai que nada presta, indico humildemente dois outros entrevistadores (que poucos conhecem por sinal): Michel Melamed e Antonio Abujamra. Cada qual – à sua maneira- funciona como um antídoto para o imbecilizante mundo global. Colocam Jô Soares no Bolso. Tal qual meu chaveiro.
domingo, 6 de abril de 2008
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