domingo, 15 de junho de 2008

Tudo era mais sublime que os pensamentos. Mas (nem) por isto naveguei noites a frio pelos portos seguros contaminados pelo vírus da Aids.
Por saber que a complexidade da vida social é reduzida a escolhas estruturais e binárias quero neste momento abandonar nossos sonhos. Vamos esquecer para sempre de lembrar que devemos abandonar também nossos filhos rosados, anjinhos que ainda nem existem e que trataremos de esquecer na porta da escola. Deixem que chorem suas lágrimas de abandono; ninguém ouvirá sua birra acanhada. Não temos nada mais a ver com isso.
Vamos permanecer omissos, apáticos, deixando que o domingo acabe, fenecendo em silêncio e dando com isso provas cabais da finitude humana. Que o domingo apague! Deus está morto mesmo. Deixe que o domingo vele–O e a segunda-feira chore por Ele. Quase dor, quase onda. A sonora chuva traz o frio da fêmea, linda camponesa.
Violeta, violenta. Vil. Vinho.

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