O notâmbulo que agora perambula
conta com suas chagas quiméricas abertas
Andejando e
sentindo o azedume das esquinas,
das histéricas
das roupas íntimas penduradas no varal
Secas,
como a vulva provinciana da moça
Mulher de couraça gélida,
fuselagem marmórea
Dotada de silêncio tão denso
que alguém deveria corta-la com uma faca
Palavras que não surtem afeto
(efeito)
Nem mesmo quando
instaladas no horizonte vertical da poesia
De súbito
todas as abstrações abandonam a sala
constrangidas de suas gabolices,
enfaradas de tanto tentar
Deixam assim,
para além do riso da moça
um espaço destituído de matéria.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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